Opinião cinéfila: Sr. e Sra. Smith

Por Ingrid

Se aventurar em um relacionamento sem puxar a ficha do seu parceiro é um verdadeiro suicídio. Ou melhor, não dá para levar para casa algo sem saber como ele funciona, fingindo que as surpresas posteriores não causarão estragos. Digo isso após assistir ao filme Sr. e Sra. Smith onde Brad Pitt (John Smith) e Angelina Jolie (Jane Smith) contracenam. No meio de um entediante casamento, o casal de matadores de aluguel prefere esconder a identidade um do outro até receberem a missão de suas respectivas agências de um aniquilar o outro.

Resumo do filme: Filme de Ação clichê.

Explico-me: a química que surge entre Brad Pitt e Angelina Jolie é sim passada para o outro lado da tela. Aliás essa química já vem desde o começo das filmagens quando o Brad Pitt decide continuar no filme só após a aceitação da Angelina Jolie. Todavia, isso não é tão importante para o filme quando somos presenteados apenas com explosões, fugas de filmes de comédia e humor debochado. 
Encher o filme de bons atores não faz dele um bom filme, infelizmente. 
Gostaria de abrir um parênteses aqui para dizer que isso é uma opinião cinéfila. Você pode ter achado incrível a quantidade de tiros aleatórios e alguém passar no meio do fogo. Eu gosto desse gênero de Ação. O problema pra mim foi outro. Fecha parênteses aqui.


Contudo, preciso afirmar que o filme é válido. Os primeiros quarenta minutos nos brinda com frases de efeito que nos levam a pensar e entrar na história do filme. Ou seja, o filme é conectado e os 120 minutos não são arrastados. 

E se você gostou desse filme também irá gostar de Lara Croft: Tomb Raider e Missão Impossível. As semelhanças entre esses três filmes é nítida. Mas se você não gostou assim como eu... a semelhança talvez te incomode. 

Extras sobre o elenco:
- O amigo do John Smith, Eddie, que é o primeiro a incentivar o John a matá-la, é interpretado por Vince Vaughn, o Billy do filme Estagiários. Um comediante com um talento nato que poderia ter aparecido mais nesse filme. 
- A amiga da Jane Smith, Jade, que trabalha na agência da Sra. Smith, é interpretada pela Jennifer Morrison. A querida Emma de Once Upon a Time. 
- Adam Brody, conhecido pelo seu papel na série The O. C., também faz uma participação importante. Talvez até mais que o Eddie e o Jade.

Assim sendo, dou 2 estrelas e meia para o filme. E elas se referem a história que poderia ter sido melhor explorada ou com efeitos visuais mais criativos, né pixel magic?

Nerve - um jogo sem regras (opinião cinéfila)

Por Ingrid

Dos criadores de Atividade Paranormal 3 e 4 somos presenteados com uma boa adaptação literária; o filme Nerve do livro homônimo. Assisti sem expectativa alguma e até que sorri com o final. 


Me explico. O enredo não é tudo isso e o começo mais parece um drama adolescente que poderia passar na sessão da tarde. A sinopse me deixou intrigada por isso me aventurei nessa uma hora e trinta e seis de filme.
"Vee DelMonico (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e ir para a faculdade. Após uma discussão com sua amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes."
Nerve é dividido entre jogadores e observadores. Os jogadores fazem os desafios que os observadores escolhem e a cada desafio uma quantia é lançada. Quem completa o desafio recebe o dinheiro na conta na hora. Quanto mais absurdo, mais dinheiro. E para quem está desesperado para se encaixar na sociedade, um jogo de integração/curtidas/visualizações é a melhor saída do momento. 


Vee se encaixa perfeitamente como uma jogadora e decide de última hora participar dessa distopia louca e atual. Distopia atual? Sim. Nós já vivemos em uma sociedade que vive em função de curtidas, visualizações e aprovação do outro. Logo, é fácil se reconhecer em Vee. Uma menina que não sabe para onde ir, tem um melhor amigo que a protege e quer dar uma mudada na vida que vive. 

No primeiro desafio "beijar um cara totalmente estranho" seu caminho se cruza com o jogador Ian. Um cara que já não consegue mais sair do jogo e percebe que não tem mais volta a não ser vencer. 

Não é na escolha das personagens que o filme peca, mas é no enredo logo de cara. A ideia é boa. Na verdade a ideia é aceitável quando quer conscientizar as pessoas que vivemos em uma era caótica com a tecnologia. 
O resultado final foi um filme bom para passar o tempo até porque ele é totalmente fluido com um jogo de luzes digno. Você acha que está dentro do jogo junto as personagens. Nem sente a hora passar. 
Todavia para mim foi mais um filme de adolescente que recomendo.

PS: Icona Pop está presente na trilha sonora. 

RESENHA - A Droga do amor

Por Ingrid

Mais uma vez me aventurando nos livros do Pedro Bandeira e nas aventuras da turma do Karas. Nesse segundo livro Magrí está voltando ao Brasil de uma competição de ginástica olímpica que participou em Nova Iorque. No aeroporto acontece uma súbita confusão: a droga do amor foi furtada e o cientista americano que a criou, sequestrado misteriosamente. 

"Será que não somos todos culpados, quando colocamos a ânsia pelo lucro à frente das necessidades das pessoas?"


O que é essa droga? A cura para a doença do amor; a aids. Porém a droga do amor tem dois lados: o lado puro que é amor, sua benevolência e o lado ruim porque em nome dele muitas amizades se acabam. Calu, Crânio e Miguel em um primeiro momento nem quiseram participar do caso. Brigaram em nome do amor, da paixão que sentiam pela Magrí. Logo, quem consegue unir a turma dos Karas é o Chumbinho (meu personagem preferido), o mais novo da turma e o mais fiel ao grupo.

Para ser sincera é necessário dizer que gostei mais do primeiro livro (A droga da obediência) não acho que faz sentido adolescentes dessa idade pensando em paixão. Todavia é necessário dizer que o autor não deixou essa "paixão de adolescência" tirar a leveza do livro.

Além disso, é impossível ler o livro sem pensar na série Stranger Things que tanto gosto. E assim como temos uma série com um enredo muito bom, temos a turma dos Karas que o Pedro Bandeira sabe muito bem conduzir com a sua escrita. Talvez o que mais salve o livro seja a forma que o autor cria os personagens e conduz a verossimilhança. 
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