RESENHA: Doidas e Santas - Martha Medeiros

Por Ingrid

Resenha martha medeiros doidas e santas
Aliás, desculpe-me a intimidade em chamá-la de querida, a questão é que sua escrita nos deixa assim. Transtornados e próximos a ela. 

Meu gênero preferido em disparado é crônica. Acho incrível a possibilidade de fazer um bom texto sobre algo do nosso cotidiano. Um choro, uma ida ao supermercado, um filme não conhecido e uma música que estava tocando no rádio. Tudo isso é causa de um novo texto de um bom cronista.

"Você sempre pega o espírito da coisa? Geralmente o espírito da coisa é algo que fica subentendido, só almas atentas conseguem captá-lo. A verdade é que, em um mundo cada vez mais pragmático, é difícil pegar o espírito da coisa, seja que coisa for essa."

Confesso ter ficado surpresa (positiviamente para deixar claro) com a escolha das crônicas. Muitas foram de resenhas de livros e filmes (anotei todas as dicas) e outras sobre a personalidade das pessoas o que contradiz com a capa. Assim que bati o olho na capa pensei que o livro se tratava de feminilidade, machismo e fantasias. Errei bonito.

"Eu, que estou longe de ser uma feminista e mais longe ainda de ser ranzinza, tenho que reconhecer o brilhantismo da frase: os homens são mulheres felizes. Eles fazem tudo o que a gente gostaria de fazer: não se preocupam em demasia com nada. Porque nosso mal é este: pensar demais."

"Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo toda as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe. Mas sabe o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não?"

Entretanto, ainda temos momentos que percebemos sua voz pelas mulheres e como é fácil perceber que estamos juntas em um mesmo barco onde precisamos navegar por nós mesmas.

Martha Medeiros escreveu essas crônicas nos jornais O Globo e Zero Hora originalmente e em 2015, a L&PM nos presenteou com a reunião destas. Em uma edição de folhas amarelas e 158 páginas queremos abraçar a Martha Medeiros por suas histórias e resenhas. Anotei todas as suas dicas e você deveria anotar a minha em ler esse livro.

Opinião cinéfila: Sr. e Sra. Smith

Por Ingrid

Se aventurar em um relacionamento sem puxar a ficha do seu parceiro é um verdadeiro suicídio. Ou melhor, não dá para levar para casa algo sem saber como ele funciona, fingindo que as surpresas posteriores não causarão estragos. Digo isso após assistir ao filme Sr. e Sra. Smith onde Brad Pitt (John Smith) e Angelina Jolie (Jane Smith) contracenam. No meio de um entediante casamento, o casal de matadores de aluguel prefere esconder a identidade um do outro até receberem a missão de suas respectivas agências de um aniquilar o outro.

Resumo do filme: Filme de Ação clichê.

Explico-me: a química que surge entre Brad Pitt e Angelina Jolie é sim passada para o outro lado da tela. Aliás essa química já vem desde o começo das filmagens quando o Brad Pitt decide continuar no filme só após a aceitação da Angelina Jolie. Todavia, isso não é tão importante para o filme quando somos presenteados apenas com explosões, fugas de filmes de comédia e humor debochado. 
Encher o filme de bons atores não faz dele um bom filme, infelizmente. 
Gostaria de abrir um parênteses aqui para dizer que isso é uma opinião cinéfila. Você pode ter achado incrível a quantidade de tiros aleatórios e alguém passar no meio do fogo. Eu gosto desse gênero de Ação. O problema pra mim foi outro. Fecha parênteses aqui.


Contudo, preciso afirmar que o filme é válido. Os primeiros quarenta minutos nos brinda com frases de efeito que nos levam a pensar e entrar na história do filme. Ou seja, o filme é conectado e os 120 minutos não são arrastados. 

E se você gostou desse filme também irá gostar de Lara Croft: Tomb Raider e Missão Impossível. As semelhanças entre esses três filmes é nítida. Mas se você não gostou assim como eu... a semelhança talvez te incomode. 

Extras sobre o elenco:
- O amigo do John Smith, Eddie, que é o primeiro a incentivar o John a matá-la, é interpretado por Vince Vaughn, o Billy do filme Estagiários. Um comediante com um talento nato que poderia ter aparecido mais nesse filme. 
- A amiga da Jane Smith, Jade, que trabalha na agência da Sra. Smith, é interpretada pela Jennifer Morrison. A querida Emma de Once Upon a Time. 
- Adam Brody, conhecido pelo seu papel na série The O. C., também faz uma participação importante. Talvez até mais que o Eddie e o Jade.

Assim sendo, dou 2 estrelas e meia para o filme. E elas se referem a história que poderia ter sido melhor explorada ou com efeitos visuais mais criativos, né pixel magic?

Nerve - um jogo sem regras (opinião cinéfila)

Por Ingrid

Dos criadores de Atividade Paranormal 3 e 4 somos presenteados com uma boa adaptação literária; o filme Nerve do livro homônimo. Assisti sem expectativa alguma e até que sorri com o final. 


Me explico. O enredo não é tudo isso e o começo mais parece um drama adolescente que poderia passar na sessão da tarde. A sinopse me deixou intrigada por isso me aventurei nessa uma hora e trinta e seis de filme.
"Vee DelMonico (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e ir para a faculdade. Após uma discussão com sua amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes."
Nerve é dividido entre jogadores e observadores. Os jogadores fazem os desafios que os observadores escolhem e a cada desafio uma quantia é lançada. Quem completa o desafio recebe o dinheiro na conta na hora. Quanto mais absurdo, mais dinheiro. E para quem está desesperado para se encaixar na sociedade, um jogo de integração/curtidas/visualizações é a melhor saída do momento. 


Vee se encaixa perfeitamente como uma jogadora e decide de última hora participar dessa distopia louca e atual. Distopia atual? Sim. Nós já vivemos em uma sociedade que vive em função de curtidas, visualizações e aprovação do outro. Logo, é fácil se reconhecer em Vee. Uma menina que não sabe para onde ir, tem um melhor amigo que a protege e quer dar uma mudada na vida que vive. 

No primeiro desafio "beijar um cara totalmente estranho" seu caminho se cruza com o jogador Ian. Um cara que já não consegue mais sair do jogo e percebe que não tem mais volta a não ser vencer. 

Não é na escolha das personagens que o filme peca, mas é no enredo logo de cara. A ideia é boa. Na verdade a ideia é aceitável quando quer conscientizar as pessoas que vivemos em uma era caótica com a tecnologia. 
O resultado final foi um filme bom para passar o tempo até porque ele é totalmente fluido com um jogo de luzes digno. Você acha que está dentro do jogo junto as personagens. Nem sente a hora passar. 
Todavia para mim foi mais um filme de adolescente que recomendo.

PS: Icona Pop está presente na trilha sonora. 
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