Crítica do livro e filme Como eu era antes de você

Hoje é dia da nossa coluna sobre cinema, e como fui ao cinema com meus amigos na quarta assistir Como eu era antes de você, o filme de hoje não poderia ser outro. Vale ressaltar que não sou nenhuma crítica de cinema, apenas uma cinéfila (viciada em cinema) com o agravante de ser bookaholic (viciada em livros) e já ter lido o livro e sua continuação. Então as comparações serão inevitáveis. Também trarei a polemica seríssima que envolve o enredo desse romance,




Título original Me Before You
Distribuidor WARNER BROS.
Ano de produção e lançamento 16 de junho de 2016
Duração:  (1h 50min)
Direção: Thea Sharrock
Roteiro: Jojo Moyes



Sinopse do Filme: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.




Até agora todos amaram o filme, mas comigo não foi bem assim, sim é impossível não se encantar com o drama criado por Jojo Moyes, mas é verdade que não derramei um caminhão de lagrimas como imaginei que faria, só chorei mesmo ao assistir aos trailers, no filme propriamente dito não derramei uma lágrima. Como sou a criatura mais chorona da face da terra, levei até lencinhos, que tive que trazer de volta intocados. 



Louisa Clark (Emilia Clarke)




Will (Sam Claflin)





Não imaginvaa o Nathan tão lindo e a Alicia tão sem graça.
Camila Traynor e Katrina aparecem bem mais simpáticas e dóceis no filme que no livro...
No geral o elenco foi está ótimo.



Esperava bem mais do filme, talvez pelo fato da própria Jojo (autora também do livro) ser a roteirista, a expectativa estava altíssima. Sabemos que as adaptações dificilmente atingem o patamar da obra original, por esse motivo levo em conta que se não tivesse lido o livro, certamente daria uma nota maior ao filme, a percepção certamente seria outra e teria me emocionado bastante. Mas senti falta de muita coisa no filme, inclusive uma passagem na vida de Lou que justifica o motivo dela não querer uma vida diferente, que faz parte da construção dela como personagem, a cena dela e Will no labirinto é uma das passagens mais lindas do livro e simplesmente não aconteceu. 


Embora goste muito da Emilia Clarke, e saber que Lou era sim meio caricata, com roupas engraçadas e tudo mais, achei que ela exagerou demais nas expressões, aquelas sobrancelhas e caretas o tempo todo me incomodaram um pouco. Já o Sam Clafin se saiu bem no papel, conseguiu segurar o papel de galã, mesmo com toda a imobilidade que o papel o atribuiu. seja livro, seja filme, é impossível não se apaixonar por esse idiota egoísta que em algum momento vai partir nossos corações.



Temos que concordar que o enredo do livro não tem nada de inovador, um paraplégico (temos grandes filmes com protagonistas nessa condição) a cuidadora que se apaixona pelo paciente, a mudança que o primeiro tenta fazer na vida da segunda, nada novo até aqui, mas tudo isso ganha uma vida com a cativante Lou, senti um pouco de falta disso no filme.


Vamos falar sobre o desfecho, tanto do filme quanto do livro, se você não leu o livro ou viu o filme, melhor parar por aqui, haverá spoiler. Antes de ver o filme eu li uma crítica e um artigo que critica de forma muito embasada o desfecho, a escolha de Will pelo suicídio já havia me incomodado, mas após essas leituras eu vi que não estava sozinha. Achei Will fraco, achei o amor dele por Lou mais fraco ainda, o que o tornou egoísta no meu ponto de vista, e o que me fez ler o segundo livro desesperantemente.

Na reportagem, conta como ativistas e deficientes físicos viram o desfecho como um péssimo exemplo para pessoas que se encontram em situações parecidas, mostra como a vida é insignificante ao invés de mostrar o verdadeiro significado dela. E que desvaloriza a luta diária que eles enfrentam para se manterem vivos e ativos. Em defesa temos a justificativa de que a história ficou bem mais interessante, mas se a justificativa é boa o suficiente ou não, fica ao critério dos fãs. Ficou o questionamento, até que ponto a pessoa tem direito de escolha? No filme a escolha e decisão de Will sobre sua própria vida foi respeitada.


Seguem alguns trechos para que você tire suas próprias conclusões.:

Jojo Moyes, autora do livro "Como eu era antes de você", declarou que se inspirou na história real de um jogador de rugby que escolheu se matar com a ajuda da organização Dignitas. "Nós somos uma sociedade que julga muito e você nunca sabe realmente o que se passa na mente de alguém ou quais experiências ela teve para tomar essa decisão", disse.

"A mensagem do filme é que é melhor para essa pessoa morrer do que precisar de um serviço que a ajude a viver", declarou ao site o ator Zack Weinstein, que ficou tetraplégico em 2005.

"Romantizar a covardia é realmente perpetuar um estereótipo por uma questão de abandonar as pessoas reais com deficiência que estão lutando para manter sua sanidade e meios de subsistência e não ganham oportunidades em Hollywood", afirma o ator Grant Albrecht, que sofre de uma doença que está retirando a sua capacidade de andar.


Eu recomendo a leitura do livro, mesmo para os que já viram o filme, a carga emocional é bem mais forte, vale a pena. E quanto a insatisfação com esse final, recomendo que leiam Depois de Você, esse sim me fez chorar e mostrou o quanto Will foi precipitado em sua decisão. Espero que não me odeiem pela critica, é o que sempre digo, assistam e tirem suas próprias conclusões!


PS: A avaliação do filme pelo New York Times foi de apenas uma estrela, na escala de um a cinco, eu dei quatro na avaliação do Filmow (rede social de filmes e series, um Skoob dos filmes). E você qual sua avaliação?


"Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível."

Como Eu Era Antes de Você - Trailer Oficial 1 (leg) [HD]


Como Eu Era Antes de Você - Trailer Oficial 2 (leg) [HD]



[Tradução]: Photograph — Ed Sheeran



Espero que tenham gostado, deixe seu comentário, mesmo que seja negativo.

10 comentários

  1. Livro é livro e filme é filme. São sempre obras distintas, mesmo quando uma procura reproduzir a outra. O livro permite o leitor imaginar o que quiser; o filme imagina pelo leitor. Eu que gosto tanto de séries televisas gosto principalmente das personagens. Chego ao ponto de não me interessar por quem as interpreta. A crítica que faço a crítica é quanto a comparação. Mas, reconheço que ver o filme depois de ter lido o livro torna quase impossível não comparar. E aí é que está. Compara-se com o que se imaginou. Considerando que ao ler a gente imagina de acordo com nossa particular maneira de ver as coisas o filme sempre acabará perdendo. Por exemplo, se gosto de me vestir de azul e me identifico com a personagem, provavelmente vou imaginá-la vestindo azul. Que susto tomo encontrando-a vestida de vermelho no filme! Se a encontro vestindo amarelo, detesto. Assim é a própria vida, não é mesmo? De quantos que só conhecia até então pelo telefone ouvi dizer depois que me conheceram pessoalmente: você não é como imaginei; ou, você é exatamente como imaginei. Isso vale para pessoas, filmes e livros. O interessante é como tudo se soma e repercute. A crítica torna-se parte da obra e cumpre o papel de divulgá-la. A opinião emitida, influenciará outras. E, no fim, todos que assistirmos o filme ou lermos o livro seremos um pouquinho autores da opinião geral que marcará a obra e a colocará na estante da história. Jojo Moyes apenas começou a escrevê-la. Aline Mota e tantas outras continuarão a desenhar Louisa Clark infinitamente. Aviso-lhes, meninas, esse retrato nunca ficará pronto.

    ResponderExcluir
  2. Não vi o filme, então não sou capaz de opinar nada a respeito dele. Mas vamos a analisar o livro e principalmente a decisão de Will, eu entendo que a milhares de pessoas que são fortes e lutam para sobreviver, para encontrar uma nova vida condizente com o seu estado, mas nem todos são assim. Também não vejo como fraqueza a decisão de Will, eu convivi com uma pessoa que enfrentava uma situação similar a dele e é com propriedade que digo: Não é fácil. O livro obviamente romantiza tudo e não mostra nem um terço do que passa alguém nessa situação.so quem convive sabe de todas as dores que uma pessoa passa, como o simples ato se sair da cama demandas horas de preparação, as sessões de fisio diárias, a quantidade enorme de remédios e os efeitos colaterais de cada um deles, o medo constante de ter ate mesmo o mais simples resfriado que pode provocar uma desestabilidade em um corpo já tão fragilizado. A pessoa com quem convivi pediu inúmeras vezes para acabar com sofrimento dela , ela já n aguentava mais tantos remédios e toda a luta diária sabendo que nunca iria melhorar ... Enfim, é fácil dizer que foi uma atitude covarde diante de todo esse romantismo. Mas é preciso muita coragem para tomar tal decisão. Acho que na verdade não foi a Lou que tentou salvar o Will e sim o contrário, ele deu a ela uma nova vida, um novo caminho, a incentivou a buscar novas experiências. Eu não li o segundo livro, acho que não quero acabar com a imagem que criei para Lou após a morte de Will, pois a imagino forte e com muitas realizações, mesmo que ela tenha sofrido a perda dele no inicio, imagino que ela compreendeu a decisão dele e esta seguindo os seus conselhos.

    ResponderExcluir
  3. O livro é muito bom, tem uma história emocionante e ao mesmo tempo não demonstra toda a realidade que levou a personagem Will tomar a decisão. E acho sim que o filme foi um pouco sem graça. Claro que não foi corvadia dele, apenas tomou a decisão de parar de sofre, precisaR sempre de ajuda para fazer um simples movimento.
    Não tem como comparar o livro com filme, pois como leitora imagino uma cena mais dramática enquanto no filme a mesma cena não teve a mesma importância. Mas gostei do trailer do filme.

    ResponderExcluir
  4. adorei o filme e estou louco pra ler o livro principalmente porque os livros costumam ser bem melhores!! o filme se destacou também com a escolha das musicas e dos atores <3

    ResponderExcluir
  5. adorei o filme e estou louco pra ler o livro principalmente porque os livros costumam ser bem melhores!! o filme se destacou também com a escolha das musicas e dos atores <3

    ResponderExcluir
  6. Não li o livro mas pelas críticas e pelo livro ser tão falado despertou curiosidade em ver o filme.. Não sei se algum dia irei ler o livro porque não é o tipo de história que gosto de ler.

    ResponderExcluir
  7. Ainda não conhecia nada sobre o livro, mas fiquei muito interessada em ler.

    ResponderExcluir
  8. Estou ansiosa para ver o filme. Certamente é daqueles que vou chorar kkk como ainda não li o livro, não tenho grandes expectativas então acho que será mais fácil curtir o filme sem esperar muito. De qualquer forma, gostei da sua crítica! Beijos, Fabi

    ResponderExcluir
  9. Eu adorei o livro e fui surpreendida no final pois achei MESMO que ele mudaria de opiniao... como vim de uma leitura similar (Por lugares incríveis) fiquei ainda mais triste. heheh
    Estou lendo Depois de vc e confusa ainda sobre gostar ou nao dele... mas o filme ainda nao assisti, quero muito ir.
    beijos
    Lele

    ResponderExcluir
  10. Só pelas críticas deu pra perceber que o livro realmente é bom. Estava precisando de umas dicas para leitura nas ferias. Vou deixar essa como uma sugestão! Adoro esse gênero.

    Ari

    ResponderExcluir

Topo