A Escolha de Sofia (Sophie’s Choice)

Por: Lila Motta

Olha só quem está viva e resolveu dar as caras aqui no blog, sim euzinha, a própria! Passei rapidinho para indicar um filme bem bacana para vocês, como vocês já sabem, eu amo filmes sobre o Holocausto e após uma rápida pesquisa eu criei uma lista com alguns filmes envolvendo o tema que preciso assistir, assim que finalizar eu postarei ela para vocês com minhas impressões. O filme da vez é o A Escolha de Sofia!




Em 1947 Stingo (Peter MacNicol), um jovem aspirante a escritor vindo do sul, vai morar no Brooklyn na casa de Yetta Zimmerman (Rita Karin), que alugava quartos. Lá conhece Sofia Zawistowska (Meryl Streep), sua vizinha do andar de cima, que é polonesa e fora prisioneira em um campo de concentração e Nathan Landau (Kevin Kline), seu namorado, um carismático judeu dono de um temperamento totalmente instável. Em pouco tempo tornam-se amigos, sendo que Stingo não tem a menor idéia dos segredos que Sofia esconde nem da insanidade de Nathan.






No filme, “A escolha de Sofia”, de 1982, é mostrada a tragédia de uma mãe que, presa num campo de concentração na Alemanha, é obrigada a decidir em cinquenta e cinco segundos qual dos seus dois filhos será sacrificado, mas se não escolher, ambos morrerão. Sofia, com a filha de oito anos nos braços e o filho de dez segurando a sua perna, tem que tomar a decisão, pois ela não tinha a opção de salvar os dois filhos. Imagine o sofrimento psíquico dessa mãe diante da “escolha” mais importante de sua vida, mas, seja ela qual for, marcará o seu destino com culpa por ter feito aquela escolha.





A Escolha de Sofia é um filme diferente dos que já assisti que tratam direta ou indiretamente sobre o Holocausto, além desse tema, ele aborda temas difíceis que vão desde relacionamentos abusivos, esquizofrenia, até a motivação principal do enredo: ESCOLHAS, como o próprio título anuncia. Escolhas que um ser humano faz, a culpa que pesa e nos modificam profundamente.

Qual o tamanho do vazio da alma dessa mulher? O que a levou a fazer tal escolha? Cabe alguma analise ou julgamento nisso? As mães já carregam em si o estigma da culpa, é inimaginável a tortura interna de Sofia. A escolha infringida a ela foi tão forte que a expressão se transformou em símbolo de escolha impossível.



Qual a melhor forma de suportar? Autopunição ou redenção? Vejo o envolvimento de Sofia com Nathan mais como uma tentativa desesperada de tentar salvar alguém do que como uma autopunição, embora também o seja.

Meryl é irrefutavelmente uma das maiores atrizes de todos os tempos, ela ganhou seu segundo Oscar por sua atuação nesse filme, mas merecia a Academia inteira! O elenco todo com atuações primorosas, destaque para Kevin Kline que no meu ver foi muito brilhante na pele do instável Nathan.

Maravilhosa


O filme é uma adaptação do romance homônimo escrito por William Styron e publicado em 1979 e que acabou de entrar para a lista infinita de livros que preciso ler!



"Faça larga esta Cama –
Com Devoção a faça –
Para nela esperar pela Sentença
Definitiva e exata.

Justo o Colchão lhe fique –
Cheio o seu Travesseiro –
Que o barulho dourado da Alvorada
Não perturbe este Leito."

Emily Dickinson


3 comentários

  1. É tão bom ver você de volta, Lila. Ainda mais com uma dica de filme assim maravilhosa. Nunca vi, mas só li elogios. Quero ver! Aliás, preciso.

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    1. A grande verdade é que escrever me faz falta! Sempre que posto algo aqui, me faz um bem danado! Fiquei feliz que tenha gostado, vou tentar escrever mais, mas vc sabe o quanto está sendo difícil...

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    2. A grande verdade é que escrever me faz falta! Sempre que posto algo aqui, me faz um bem danado! Fiquei feliz que tenha gostado, vou tentar escrever mais, mas vc sabe o quanto está sendo difícil...

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