{Resenha} Tudo e todas as coisas - Nicola Yoon

Por Ingrid

Nicola Yoon, uma jamaicana com potencial, nos presenteou com uma graciosa história em seu primeiro romance "Tudo e todas as coisas".
Quem me mostrou foi a Lila e ela já até o resenhou, mas como fui tão tocada quanto ela com a obra que precisei resenhar novamente. Ou melhor, os convencer de que vocês precisam dessa estória. 

Até porque dizem que os melhores livros se escondem dentro de nós e Madeline já tem um espaço no meu coração.

Sinopse: "Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."




Madeline é uma menina alérgica ao mundo; as coisas presentes nele e isso a impede de sair de casa e ter amigos como uma menina normal de 18 anos. Durante toda a sua vida ela só conviveu com duas pessoas: sua mãe médica e a enfermeira Carla, que se mostra sua verdadeira amiga em vários aspectos.
Logo, começa a ler todos os livros possíveis - "não importa quantos livros você já tenha lido. Eu li mais. Tive tempo para isso" - e passa a perceber a rotina dos seus vizinhos. 
Até que um dia se muda Olly, um menino que de cara parece ser super simpático e sua irmã, juntamente com seus pais. 

Madeliine, como uma ingênua pessoa cai gradativamente em uma paixão, mas nada que seja louco e doentio e sim uma coisa pura. Um amor que não dá para ser comparado e sim vivido. 
Madeline nos encanta com a forma que descobre seus sentimentos.

Apesar do livro ter 300 páginas, os capítulos são curtos e por isso "Tudo e todas as coisas" entra na lista de livros para ler em um dia, como também entra na lista de "melhores romances e dramas". E eu não estou comparando com os livros do John Green (que eu também gosto) como li em algumas resenhas. 
Posso até dizer que o que me agradou no livro do tio Green é o mesmo que me agradou nessa obra: os diálogos.
Pra mim, um bom diálogo transforma o livro! E a Nicola soube criar dois personagens inteligentes: Madeline e Olly têm sacadas literárias geniais.

"Você não está viva se não tiver arrependimentos"

"Desde o dia que Olly entrou na minha vida há duas Maddys: aquela que vive através dos livros e não quer morrer e a que vive e suspeita que a morte é um pequeno preço a ser pago por isso. A primeira Maddy está surpresa com o caminho que seus pensamentos estão tomando. A segunda Maddy sabe que essa meia-vida pálida não significa viver de fato. [...] Pela primeira vez em muito tempo, desejo mais do que aquilo que tenho." 

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