Janelas

Hoje acordei com vontade de te ver, te abraçar, sorrir com teu sorriso e ter a certeza de que nada mudou, mas tanta coisa mudou desde a última vez, você já não sorri pelos mesmos motivos, e eu não sei se é só comigo ou se o seu abraço está mesmo mais frio, você não é mais como eu me lembrava. 

Te aprisionei em minha caixinha de lembranças e acreditei que você permaneceria fiel as minhas memórias, mas você mudou, e receio que nesse novo você não haja mais espaço para mim, ou para nós.


No amor não cabem apertos, e se não há espaço o melhor a se fazer é abrir a janela da alma e ainda que doa o peito deixar o vento levar o que não cabe mais, porque o amor é isso deixar voar mesmo quando se quer prender .

Janelas abertas trazem o medo do vento frio que muitas vezes se confunde com um vendaval, mas trazem também a graça da liberdade deixada pela brisa suave.

Um comentário

  1. Cris, que texto lindo! Adoro o que escreve e isso não é mais segredo!
    Parabéns, esse entrou para meus preferidos dos que ja conheço, tem que ir para o livro!
    Beijos!

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