{Resenha} O doador de memórias - Lois Lowry

Por Ingrid

Lá em fevereiro ganhei de aniversário, de uma amiga Ana Cláudia, a obra O doador de memórias da autora Lois Lowry. A princípio achei que seria apenas uma distopia e posso dizer que fui altamente supreendida. 
Infelizmente não foi lançada a continuação da série no Brasil então acabou em uma parte "quero saber mais da história", mas para isso preciso treinar mais o inglês primeiro.

Em sua obra Lois nos apresenta uma cidade perfeita. E eu fiquei impressionada como ela descreveu o local a parecer real. Não sei como ele foi retratado no filme, pois ainda não tive a oportunidade de assisti-lo, mas assim que eu o fizer terá resenha na coluna de cinema aqui aos sábados. 
Primeiramente, antes de desfocar do assunto quero alertá-los que a primeira edição de O doador de memórias foi publicada em 1993, ou seja, temos aqui uma distopia clássica. Vale a pena ser lida. Foi a segunda distopia que li então não costumo ter muito contato com esse tipo de escrita.

O personagem principal é Jonas irmão de Lily. Eles vivem com seus pais em uma cidade sem violência, caos, cor, crime e pobreza. Um paraíso? Um país comunista? Um reino de pura paz? Pessoas treinadas para manter seus sentimentos sob controle e ninguém viola as regras. 
Jonas em sua cerimônia de 12 anos vê que essa sociedade perfeita desmorona. Na cerimônia dos 12 anos as crianças são destinadas a profissão que o Estado escolhe e Jonas é destinado para receber as memórias de toda população. 
"O pior de ser quem guarda as lembranças não é a dor que se sente. É a solidão. As lembranças precisam ser partilhadas."

Desde o começo do livro, mas principalmente nessa parte vemos a construção de Jonas. Ele amadurece durante o enredo e isso me conquistou. Não só isso, a Lily também é encantadora e esperta. Porém curioso mesmo é Jonas. Ele é o cara das perguntas e isso é mais um ponto a favor dele.

Por ser o primeiro livro de uma série percebi que a autora soube começar, agora vamos ver se consigo a continuação. A autora escreve muito bem!

Ana, mais uma vez obrigada por me presentear com essa obra querida da Editora Arqueiro. As 185 páginas amarelas me ajudaram na leitura tanto quanto a excelente diagramação.

Sinopse: Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente - o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundonunca mais será o mesmo.

13 comentários

  1. Oi!
    Eu adoro esse livro. Li ano passado e também fui pega de surpresa. Esperava mais uma distopia normal, só que essa é ótima.
    Se não me engano já tem o segundo e acabou de ser lançado o terceiro aqui no Brasil. Mas pelo que vi, a continuação é um pouco diferente.
    Assisti o filme e é bom. Mas não se compara ao livro, óbvio.
    Foi uma surpresa quando li e vi que ele foi lançado primeiramente em 1993. Na resenha que fiz no meu blog, eu até entro nesse ponto. Será que é necessário publicarmos dezenas de distopias parecidas todo mês, enquanto nem lançado completo aqui ele foi. Além de que é uma obra muito pouco conhecida. Ganhou mais fama com o filme, mas mesmo assim, bem menos do que devia. Mais pessoas deviam conhecer livros desse estilo e dar um tempo com algumas "modinhas".
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/

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  2. 185 páginas? Sério? Pensei que fosse bem maior, pelo menos sempre que eu olhava para ele, imaginava umas 300 páginas. Fico feliz que tenha gostado do livro, e ter dado um gosto de quero mais, comigo aconteceu ao contrário. Quer dizer, quando eu assisti ao filme. Não me convenceu, achei muito parado. E que chato não ter a continuação aqui, espero que seu inglês vá melhorando para saber o final da história, porque ninguém merece começar uma história e não saber seu final.
    Leitor Irônico

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  3. Oiii Ingrid, como vai?
    Menina eu tenho tanta vontade de ler esse livro que você não tem noção, só tive oportunidade de assistir ao filme e adorei, parabéns pela incrível resenha <3
    Beijinhos

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  4. Oi, eu li o livro e assisti filme e confesso que achei o livro fraco, em relação ao que ele propunha,pois a premissa do livro é incrivel, mas o desenvolvimento do livro é fraco e tem falhas, e por isso, acabou não sendo uma das minhas distopias favoritas, e olha que amo distopias. O filme também é fraco, tinha potencial, mas acabou deixando a desejar, na minha opinião.
    bjus

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  5. Nossa que ótima resenha! Estou com muita vontade de ler esse livro, até porque é distopia e adoro <3 Suas palavras só me animaram mais e já está adicionado na minha lista de leituras.
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com

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  6. Eu conheci a obra pelo filme e, assim que cheguei do cinema, mergulhei numa leitura extremamente... Alguma coisa! A obra não me fez ficar tão apaixonado quanto o filme - creio que o motivo seja a fotografia, que é incrível e me prendeu mais que a escrita - mas é uma história memorável. Ótima resenha, de qualquer forma. Beijos.

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  7. Oi, tudo bem?

    Eu só assisti ao filme e, nossa, ele é encantador! Aquele tipo de história que fica na nossa cabeça por vários dias! Por já ter assistido ao filme, não tenho mais vontade de ler o enredo original... Mas deve ser igualmente tocante e inspirador <3

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  8. Olá!

    Eu já li e vi o fime, e gostei de ambos. Acho a história muito interessante e inteligente, e é incrível como nos faz refletir como seria ter uma sociedade perfeita, sem assalto, assassinato, desigualdade social... até que recebemos um tapa na trama e percebemos que nem tudo é tão perfeito assim. Falta eu ler o segundo volume, que já está aqui me esperando.

    beijos

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  9. Ingrid, eu tinha ganhado o livro a um tempinho, mas a história não me chamou atenção (não importava quantas resenhas eu lesse).
    Recentemente desapeguei dele e acho que foi o melhor que eu fiz, pois foi para alguém que gosta do estilo já que comigo não combinou.
    Mas que bom que pra você funcionou.

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  10. Olá, adoro essa obra, é uma das mais bonitas que já li...sou simplesmente apaixonada por ela <3

    Adorei a resenha!

    Abraços

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  11. Hey Ingrid, tudo bem? Eu gosto de distopias, apesar de não ser um gênero muito presente entre minhas leituras no momento. O Doador de Memórias eu só leio elogios sobre, e agora minha vontade de ler aumentou bastante. Ah, o segundo livro já foi lançado aqui no brasil sim :D
    Beijos!

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  12. Oi Ingrid, eu li este livro logo que ele foi lançado, mas acabei não lendo a sequência dele. Gostei do enredo e da forma como a autora conta sua história. O filme também foi legal, e ficou de acordo com o livro.
    Bjs!

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  13. Olá, já assisti esse filme assim que saiu no cinema e adorei, mas nem sabia que ele era uma trilogia.
    Um livro de distopia mais antigo parece algo maravilhoso e com certeza eu quero conferir, mas parece ser difícil achar a continuação do livro, aposto que só investiram no primeiro pois tem o filme, mas vou pesquisar para ter os meus e realizar a leitura, beijos

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