Frida

Direção: Julie Taymor


Sinopse: Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ele teve um agitado casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de várias outras mulheres.

Primeiramente não sou nenhuma crítica de cinema nem especialista no assunto, sou apenas alguém que ama cinema e acima de qualquer coisa escrever. Claro que você pode ler o que escrevo e não concordar com absolutamente nada, afinal é apenas minha visão das obras.

OSCAR 2002
Melhor Maquiagem
Melhor Trilha Sonora


A sinopse fala muito pouco sobre a obra em si, creio que muitos conhecem Frida, seja pela obra que deixou, seja pela sua figura icônica ou até mesmo por sua historia. Eu já conhecia o suficiente de Frida para esperar mais do filme, que acabou não sendo uma biografia, mas basicamente a historia de amor entre ela e Diego Rivera. Em alguns momentos senti que era mais sobre ele do que ela, e ficou bem claro, mesmo com toda a romantização, o quão abusivo era esse relacionamento.

Faltou explorar mais o intimo de Frida, sua personalidade forte, sua vertente feminista, e até mesmo seu lado trágico, já que é o que mais a define em toda sua obra, ela como ninguém conseguia imprimir sua dor em cada nova pintura. Outro fato que me desagradou, foi que não esperava que o filme fosse em inglês.

"Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade." – Frida Kahlo

Mas deixando os pontos negativos de lado, vamos a parte boa, afinal, 6 indicações ao Oscar e duas estatuetas não vieram sem mérito... Frida foi sim uma mulher a frente de seu tempo, extraordinária eu diria, o filme mostrou bem seu lado humano, sua entrega incondicional as pessoas que amava, mostrou também o quanto era politizada e talentosa. Amei a fotografia do filme, adorei ver as pinturas se tornando reais e principalmente conseguir identificar cada situação em que foram concebidas, trazendo mais profundidade a perspectiva que temos de seu trabalho.

''O trabalho dela é ácido e meigo. Duro como aço e suave como uma borboleta. Admirado como um sorriso e cruel como a amargura da vida. Eu não acredito que antes tenha existido uma mulher que colocasse tanta agonia poética numa tela.''

Salma Hayek produziu e atuou brilhantemente, nunca fui um grande admiradora de seu trabalho, mas após esse filme ela conquistou meu respeito e admiração, sua entrega é notável. Uma obra linda, com cenários, figurino, trilha sonora, e fotografia perfeitos. Um filme triste e visceral. Recomendo muito, só ressalto que essa não deve ser sua unica referência sobre Frida Kahlo, seria uma lastima se isso ocorresse.

“ Pés, para que os quero, se tenho asas para voar? ”

6 comentários

  1. Oi Lila *_*
    Não conheço muito da vida de Frida, e pra falar a verdade não sabia que existia esse filme. Fiquei bem curiosa em assisti-lo e também senti uma vontade muito grande em pesquisar mais sobre a Frida e descobrir o papel dela no feminismo...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pesquise sim, e assista também se puder, Frida é surpreendente e apaixonante!!

      Excluir
  2. Lila, estou impressionada com a sua crítica! Quero muito ver o filme, principalmente para notar os pontos que você citou. Sinto que há uma alma de crítica de cinema aqui! Quero mais!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aqueles comentários que te deixam rindo sozinha!!
      Obrigada Ingrid, veja para falarmos a respeito!

      Excluir

Topo